quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A multiplicação do Design


Caros, hoje resolvi postar um vídeo produzido como resultado dos projetos do LAB de Design Estratégico que fiz em Rondônia, junto com arquitetos, designers, artistas plásticos, entre outros profissionais, por uma iniciativa do Sebrae de Rondônia, do CETENE (onde eu estagiava) e o SENAI, e executado pelo Centro Ricerche do Istituto Europeo di Design.

Achei o video por acaso, entre meus DVDs antigos, que quase não tenho mexido mais, e resolvi assisti-lo, e confesso: deu saudade. Foi durante esse curso que tive meu primeiro contato com o "mundo do design", e de cara fui apresentado a uns caras muito bons, designers italianos que vinham direto de Milão para Porto Velho! 

Era uma experiência incrível pra gente, mas pra eles também, os levamos em lugares lindos em que eles ficavam de boca aberta e pra nós era nosso quintal de casa. Eu ficava observando-os durante as aulas, e tentava imaginar de onde vinham tantos conceitos legais, tantas coisas coerentes, tantas "sacadas" incríveis.

Foi por conta desse curso que quis vir pra São Paulo estudar mais, pois vi que aquilo que eu estava aprendendo era só o começo, e lá se vão 4 anos que estou em Sampa! Desde então muita coisa aconteceu, e muitas vezes sou eu que estou do outro lado "ensinando" ou simplesmente passando informações interessantes para alunos ávidos por conhecimento verdadeiro e real.

Bom, separei algumas fotos do dia da entrega do certificado do curso, e no final coloquei o vídeo explicando sobre os projetos executados. (Lembrando que as fotos são de 2005.. rs)

Eu com minha grande amiga Marasella, que quebrou o protocolo, 
e ela mesma entregou-me o certificado.

A turma reunida.

Eu em cima do móvel que foi um dos resultados do projeto do curso.

Vídeo confeccionado no final do projeto.





domingo, 29 de janeiro de 2012

Inovações partem do nosso cotidiano - Sucos Clight

Estou terminando de ler o livro "As 10 faces da inovação", de Jonathan Littman, no livro, uma das coisas mais citadas é sobre o poder da observação, de como os maiores produtos e inovações surgiram a partir de observações corriqueiras.
Pois bem, essa semana na agência, estávamos na copa papeando, e vi uma colega com um pacote de suco (até aí normal), e então ela rasgou ele no meio, e guardou a outra parte. Pedi para ver mais de perto e: UAU!
Como nunca pensei nisso? A Clight lançou pacotes de sucos que podem ser partidos em dois, para que possamos tomar o outro quando quisermos. A inovação processual em sim é extremamente simples, mas o fato de a empresa ter OBSERVADO que os consumidores (inclusive eu), sempre que não usamos o suco todo, guardamos o restante na geladeira, e depois por ficar na geladeira ele acaba endurecendo e ficando sem uso.
Então, o falo deles terem observado isso e transformado em valor percebido para nós, consumidores, é sensacional. 
Estão de parabéns, é o design thinking ganhando corpo no Brasil. Abaixo a foto (de celular) da embalagem inteira e repartida. E depois o vídeo falando sobre a nova embalagem.



domingo, 22 de janeiro de 2012

Marca Para-olímpica multisensorial


Eu sempre tive a opinião de que a marca tem que fazer sentido, várias vezes já falei sobre isso, e inclusive é meu lema de trabalho. 
Então hoje vi o vídeo da marca para-olímpica das olimpíadas de 2016, e.. UAU! Achei tão mais bela que a própria das olimpíadas. Pois ela é, além de tudo, multisensorial, o que conecta diretamente ao para-atletas.
Bom, não vou falar muito, vejam o vídeo:
Marca Paralímpica Multisensorial Rio 2016 from Tátil Design de Ideias on Vimeo.


O vídeo de lançamento é emocionante:

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

De grão em grão..

Esses dias, lendo a revista MPE, especializada em micro e pequenas empresas, li uma reportagem interessante de um empreendedor que está ganhando a vida, e prosperando, vendendo pipoca!
É isso mesmo, o cara começou vendendo pipoca na frente de um cinema, mas enxergou oportunidades maiores, começou a vender o milho para empresas, inventou novos e inusitados sabores, como churrasco e limão.
E ele não pára por aí, está abrindo franquias em shoppings, cinemas, parquinhos, e aumentando sua gama de produtos, mas nunca fugindo do ingrediente principal: pipoca.
Isso é interessante para pensarmos, pois em uma época em que empresas tentam atingir várias áreas de consumo, as vezes acabam se perdendo por não saber administrar todo seu portfolio.
Atualmente o empreendedor usou de uma ótima estratégia para aumentar suas vendas em supermercados: fez pipocas com escudos de times brasileiros,  e está estourando de vendas. 
É pessoal, muito bom ver empreendedores cujo principal recurso que tem é uma boa ideia.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O leão agora é o símbolo da TNG... Oi?

Gente, lembram do post que escrevi sobre a "tendência" do redesenho de marcas? E de como isso tem que ser levado com muita cautela? (Leiam sobre esse post).

Então, eis que nesse domingo fui ao shopping, e aleatoriamente entrei na loja TNG, interessado em uns cardigans. E começo a me deparar com um símbolo a mais nas sacolas, tags, roupas.. um símbolo que eu não tinha visto na TNG, mas que parece com várias coisas que já tem por aí..rs
Quando fui pagar, perguntei que era aquele desenho aparecendo junto da logo da TNG, o operador do caixa falou: é um leão. E eu perguntei: Mas sem juba? E porque o leão? (Sacanagem perguntar isso pra eles, eu sei). Eles riram, falaram: "ah, é porque ele é o rei da selva..".   Vejam:


E fui pesquisar sobre esa nova marca, feita pela São Paulo Criação, e achei apenas isso:
"Não foi fácil decidir como seria nossa nova logomarca, porém, quando me apresentaram a figura de um leão estilizado, achei que o animal poderia traduzir a força de uma marca que só apresentou crescimento desde sua criação”, conta Tito Bessa Jr.

Minha Humilde Opinião

Não gosto de sair falando mal ou bem de algum projeto de design sem saber o contexto por trás dele. Mas, apenas faço algumas perguntas:
- Foi pesquisado para verificar se REALMENTE a marca precisa desse "plus" na sua identidade?
- Fizeram alguma pesquisa prévia pra saber se os consumidores se identificariam com esse símbolo?
- E a essência da marca, que é "Saia do Comum", foi respeitada? O que saiu do comum com essa nova marca?
- E já que mudaram, não vão divulgar isso de alguma forma? Ou simplesmente apresentá-la, seja no site, ou qualquer outro lugar?

Bom, como disse, não vou entrar no mérito projetual, apenas me decepciona que uma marca desse porte tenha feito exatamente o que a GAP fez com sua marca, e depois teve que voltar atrás. Será que vai acontecer isso com a TNG também? Vamos aguardar. Enquanto isso deixo vocês com a marca antiga, que acho mais bem resolvida:



[Atualizado]:
Bom, não demorou muito pra aparecer que realmente a marca foi "criada" de um mode beeem estranho, uma amiga postou esse site de um colega dela, que tem essa marca:
E agora TNG? E a agência que fez isso? #tenso
Vamos esperar os próximos acontecimentos.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Concepção e o Resultado

Caros,  desculpem-me a ausência do blog.
Agora, além de dar aulas no IED, e tocar meus trabalhos da Carvalho Design, estou também trabalhando na Haus + Packing. Então, o tempo diminuiu ainda mais..rs 
Bom, hoje trouxe um material que fiz aqui na agência, para um cliente, no qual o objetivo era criar uma lâmina de bandeja infantil, para ajudar a distrair as crianças e educá-las com relação aos hábitos alimentares. 
Então, foi feito vários joguinhos na lâmina, para que a criança possa brincar. Fiz um raff inicial da ideia para a lâmina e depois fio feita a execução do material. Então resolvi mostrar o raff e o arquivo final, para vocês verem a importância do desenho, e de transportar ideias para um papel ainda é muito, muito importante. Eu pelo menos não abro mão.. grande abraço a todos!
Raff
Arquivo Final


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Illustrator? Corel? Ainda nessa briguinha?

Muito ainda se fala sobre a eterna briga entre Corel e Illustrator. Os entusiastas do Corel dizem que ele é mais fácil de mexer, outros dizem que o Illustrator tem recursos fantásticos.
Mas, querem saber? Na minha humilde opinião de quem já usou por muitos anos Corel e hoje trabalha com Illustrator: DEPENDE. Eu conheço designers muito bons, que fazem marcas no Corel, mas conheço também pessoas que sabem recursos do Illustrator super avançados, e o que os diferencia? A criação. Nos dois casos, o fato da pessoa saber mexer em tudo do AI não significa que ela irá fazer um bom projeto, pois convenhamos, é muito fácil "enfeitar" algo quando não temos uma boa ideia por trás. 

Não estou entrando no mérito da estabilidade do programa, pois, realmente, o Corel dá muitos problemas. O que estou tentando expor é que não importa o programa se não tiver uma boa ideia por trás. Eu adoro o Illustrator, mas não julgo quem ainda não o use, pois tem seus motivos, sejam porque não tem paciência pra ir pra outro programa ou simplesmente não tem necessidade de usá-lo, e continua usando o Corel, ou ainda o Free-Hand. E os trabalhos são incríveis.

Então, antes de fazerem cara feia quando alguém disse que usa Corel, veja primeiro o trabalho da pessoa, veja as soluções criativas que ela fez para os projetos, veja seu repertório. E só depois a julgue um bom profissional ou não. 
Se não, vamos continuar na eterna briga dos softwares.. que preguiça! z z Z Z

domingo, 22 de maio de 2011

Redesenho de marcas: Cuidado com essa "tendência"

Muito se fala hoje em dia a respeito do reposicionamento estratégico das empresas, da busca por uma identidade forte e sólida, do reconhecimento da empresa perante o público em geral. E, quase sempre culmina na mudança de marca, ou, mais especificamente: redesign de marca.

Acho (na minha humilde opinião), que estamos no momento do redesign de marcas, onde muitas empresas estão procurando escritórios de design para mudá-las. Muito bom isso! Mostra que elas querem modernizar-se, avançar no reconhecimento do público. Mas, o que está acontecendo, em alguns casos, é que as agências estão simplesmente mudando por mudar a marca, e não estão fazendo uma pergunta básica: será que é isso que a empresa precisa? Uma mudança de marca vai resolver realmente o que ela quer mostrar de novo? A resposta é: tem casos e casos. Em muitos casos, o redesenho vem acompanhado de uma mudança total da empresa, seja na postura com funcionários, seja na sua identidade como um todo, e não apenas mudando a fonte  do seu logo, acho isso uma solução pequena e vazia, e é o que faz com que muitas pessoas ainda achem que qualquer um pode fazer esse trabalho, e não apenas os designers. Então, resolvi reunir alguns redesenhos de marcas e comentá-las com vocês, eu fiz a busca no site do Carlos Henrique Vilela. Separei por "categorias", pra melhor explicação, lembrando que são opiniões minhas, no qual vocês tem todo o direito de não concordar.

Redesenhos bem-sucedidos:
A marca da Amazon, antes sem muita expressão, ganhou um sorriso maroto, típico de quando estamos navegando em um site, e achamos algo que nos agrada.

A Caloi é uma empresa com muitos anos de tradição, o redesenho da marca simplificou o que tinha de mais importante a ser mantido: a estrutura da bicicleta: a roda. Senti falta apenas de um fator que deixasse a marca mais humana.

Esse é um caso clássico de simplificação da marca, mantendo apenas as características principais, como a ludicidade e o mundo em que a criança descobrirá no canal. E, tecnicamente, a marca ficou muito mais fácil de ser reproduzida, diminuída, visualizada.

Na minha opinião, um dos melhores redesenhos. A marca conseguiu sintetizar rapidez, agilidade, modernidade e inteligência. Viram a seta dentro das letras "E" e "x"? Genial!

A nova marca da natura conseguiu algo interessante: em pouco tempo, as pessoas não lembravam mais da marca antiga, e já conseguiam associar a nova marca à empresa. A ideia de usar a imagem da folha caindo, e usá-la como símbolo, é incrivelmente inteligente, mostra a postura da natura de ter cuidado com a natureza, e só usar o que a natureza descarta. 

O redesenho da marca poderia ter sido um desastre, pois a fonte utilizada era muito característica da empresa. Mas, o bom gosto venceu, e a nova marca surgiu elegante, fina, inteligente e tecnicamente incrível, ou seja, uma joia (Não resisti ao trocadilho).


Redesenhos desnecessários:

Sabe quando você vê a "nova marca", e vê apenas uns brilhos, efeitos de brilho? Então.. honestamente, nem considero como redesenho, apenas um "fru-fru" na marca:

Preferia a primeira, era mais limpa e menos enfeitada. A nova parece a antiga, e a antiga parece a nova.. tem algo errado.

Mais uma que entrou na onda de tri-dimensionamento da marca, mais uma vez, desnecessário.

Sem comentários.. não consigo nem ler o nome da empresa.

Gente.. tenho um pouco de vergonha alheia. A agência deve ter pensado: como podemos deixar a marca com cara de moderna? Que tal um efeito degradê? E um círculo em volta da marca? Ai ai.

Aqui não questiono o redesenho, e sim a sigla que se formou com a nova marca: WTF. Pra quem não sabe, em inglês, WTF é "Que @#$% é essa?" Tenso.

Fico imaginando essa marca tentando ser aplicada em cartão de visita, timbrado.. adesivo. Estranho.

Mais uma vez, o caso de seguir o que está na moda do design, me espanta um grupo tão grande aceitar essa nova marca, o kerning da fonte é horrível, o símbolo parece duas geléias. Uma pena.

Redesenhos desastrosos:

Um dos poucos casos que conheço, no qual uma empresa volta atrás na decisão de uma nova marca é o da GAP. No ano passado ela anunciou a mudança da marca. Uma versão burra e preguiçosa do que poderia ser feito com a marca. Simplesmente colocaram um fonte Helvetica, e um quadradinho com degradê (olha ele de novo), e inventaram conceitos e conceitos para justificar o injustificável. Resultado: Uma enxurrada de e-mails, manifestações no Facebook, Twitter, acabando com a nova marca, e suplicando que a marca antiga voltasse. Pessoas falavam do quanto eram apegadas a marca, o quanto ela lembrava a infância. E, a empresa (num caso inédito), voltou atrás. A marca continua a mesma, e a agência que fez o redesenho deve ter ficado com o prestígio lá em baixo. Mas, sinceramente, acho merecido, porque refazer uma marca tão conhecida, e desconsiderar os aspectos simbólicos, emocionais e relacionados ao inconsciente coletivo, é, no mínimo ingênuo.
                                           Antes (e agora atual)            Depois      

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A poderosa Live Paint Bucket do Illustrator

Sabe quando você precisa redesenhar algo e, para que o desenho fique todo correto, você tem que fazer parte por parte, com desenhos fechados, para conseguir preenchê-los de forma eficaz? Então, o Illustrator tem uma ferramenta que interpreta desenhos livres, e os transforma em campos totalmente preenchíveis de cor. Ficou confuso? Então veja o video.
A poderosa Live Paint Bucket do Illustrator from Vicente Carvalho on Vimeo.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Como trabalhar com a Pen Tool no Illustrator

A Pen Tool é uma poderosa ferramenta encontrada, por exemplo, nos softwares Illustrator, Photoshop e Indesign. É a responsável pela criação de vetores, imprescindíveis para muitos trabalhos de Design.
Resolvi fazer um video-tutorial para desevendar um pouco o uso dessa ferramenta. Basta entender a lógica de como ela funciona, para desfrutar do que ela pode fazer. Espero que gostem.


Untitled from Vicente Carvalho on Vimeo.

O arquivo citado no vídeo, vocês podem baixar aqui.